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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Exposição encerra calendário da Consciência Negra em São Paulo

Texto: Giuliano Giovanetti

Ontem, 6, terminou a exposição cultural africana no hall da sede da Prefeitura Municipal de São Paulo. A mostra promovida pela Coordenadoria de Assuntos da População Negra, da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), foi uma das comemorações ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. As obras e os artigos expostos desde o dia 22 de novembro são do acervo do Centro Cultural Africano.

Exposição na Prefeitura celebra Dia da Consciência

Do acervo, continham máscaras e esculturas que manifestam a arte africana que tem como elemento predominante a representação de uma mitologia dentro de um mundo simbólico. Este tipo de linguagem também se tornou um meio de comunicação e ensino a transmissão da cultura africana.

O feriado do Dia da Consciência Negra na cidade de São Paulo foi estabelecido pela Lei 13.707, em 7 de janeiro de 2004 para homenagear Zumbi, o líder do grupo Quilombo dos Palmares que morreu no dia 20 de novembro de 1695. Zumbi se tornou um líder histórico por representar a luta do negro contra a escravidão durante o período Brasil Colonial.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

SMPP realiza o 3º Encontro de Estagiários

Texto: Bruna Pedroso

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) realizou na última sexta-feira, 3, o Terceiro Encontro de Estagiários da pasta. O evento ocorreu em dois períodos, de manhã e a tarde, no auditório da SMPP.

Estagiários da SMPP fazem confraternização

Na parte da manhã, o encontro teve palestras sobre o uso de drogas entre os jovens e adolescentes com, o presidente do Conselho do COMUDA. Também aconteceu a apresentação da peça teatral “Ainda”, que retrata a vida de um jovem usuário de drogas e a sua relação com seus pais. O espetáculo é dirigido pelo diretor Marcos Caruso, no final os estagiários da SMPP fizeram um bate papo com os atores da peça.

No período da tarde, houve a apresentação do “Fala Jovem” que é promovida pelo COMUDA/CDR, pela Conpares e pela Coordenadoria da Juventude. Também os estagiários das coordenadorias de Assuntos da Diversidade Sexual, da Juventude e de Assuntos da População Negra puderam expor os trabalhos desenvolvidos na Secretaria.

Confira as fotos do encontro aqui.

SMPP na Mídia: Jornal Estado de SP dia 06/12/2010

Av. Paulista tem nova agressão a gays; centro concentra ataques homofóbicos

Reportagem: Estadão

A reportagem retrata mais um caso de violência na região da Avenida Paulista, e mostra o estudo feito pelo Centro de Combate à Homofobia, da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual.

Eleita Miss Primavera - Maior Idade

Texto: Bruna Pedroso

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) apoiou no último dia 2 o evento “Miss Primavera- Maior Idade”. O concurso foi organizado pelo Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural de São Paulo (FUSSESP). A Coordenadoria do Idoso da SMPP indicou três candidatas ao prêmio.

Candidatas a Miss Primavera perfiladas

O concurso teve o objetivo de promover a integração social da terceira idade, por meio de atividades esportivas e culturais, especialmente as camadas mais desfavorecidas economicamente. Outro foco foi melhorar a autoestima dos idosos que fazem parte da população crescente do país.

Durante o evento aconteceu show de cantores da Jovem Guarda, como Jerry Adriani, a renda foi revertida para entidades ligadas ao zelo e cuidado com idosos. O público pode participar também de sorteios de brindes como: viagem, jantares e kits de beleza.

Confira as fotos do evento aqui

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Palestra discute racismo e homofobia

Texto: Thaísa Gazelli

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) realizou a palestra Holocausto, Racismo e Homofobia no dia 1º de dezembro. O evento organizado pelas Coordenadorias dos Assuntos da População Negra (CONE) e de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS) discutiu assuntos que envolvem as coordenadorias, como violência e preconceito.

O evento teve a presença de três especialistas, um para cada assunto: a professora Marta Topel da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), o professor Muniz Ferreira da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Silva Hypólito do núcleo de informação da CADS.

A professora Marta Topel abriu a discussão a partir do Holocausto. Enfatizou a falta de perspectiva do povo oprimido, no caso os judeus. “Não tinham lugar de refúgio. Uma terra que os abrigasse, um país que os acolhessem. Eles não encontraram nenhum lugar para fugir”, diz Topel.

A professora ainda enfatizou o motivo da apatia política do povo em questão. “Quando Hitler sobe ao poder, ele bani a atividade política. Era apenas o partido nazista que comandava, sem outras frentes de luta. Não havia alternativa para os judeus”. Ela ainda indica o documentário “Arquitetura da destruição” de Peter Cohen para todos aqueles que gostariam de se aprofundar no tema.

Palestrantes discutem sobre preconceito

Já o professor Muniz Ferreira, abordou a questão do racismo. Ferreira mostrou as limitações nos tempos de Marx e Engels com foco em dois assuntos: a escravidão e o colonialismo. “Marx e Engels elaboraram formulações sobre as sociedades não-européias em seu entrechoque com o colonialismo europeu em expansão, as quais constituem um importante acervo intelectual para a verificação da coerência ou não da tradição marxista enquanto arcabouço teóricopolítico revolucionário de validade universal”, explica Ferreira.

O professor ainda comenta sobre a América republicana a partir de Marx e Toqueville. “Para Toqueville, esta sociedade [a América] era o modelo perfeito de democracia. Já para Marx, era uma república contaminada, pois negava para um setor representativo da sociedade, no caso os negros, os mais elementares direitos que compõe uma sociedade democrática”.

Justamente sobre essa sociedade democrática que Silvia Hypólito fez a apresentação sobre homofobia. “Como é possível vivermos em um ambiente que ainda transita em meio a intolerâncias que violam os Direitos Humanos?”, questiona Silvia.

A representante da CADS apresentou uma pesquisa realizada pelo Centro de Combate a Homofobia (CCH) durante três anos (2006 a 2009). O estudo exploratório no município de São Paulo contém os locais e o tipo de violência. “É preciso conhecer o endereço destas violências, para isso dividimos o território em distritos para poder tomar medidas concretas de políticas públicas. É necessário conhecer a dinâmica do agressor para tomarmos atitudes eficazes no combate a violência, tanto simbólica como física”, finaliza Hypólito.

Para visualizar o Mapa da Homofobia clique aqui

Veja as fotos da Palestra aqui

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

I Feira da Saúde e Cidadania agita Cambuci

Texto: Marta Mendes

Aconteceu no último dia 27 no Largo do Cambuci, em São Paulo, a I Feira da Saúde e Cidadania voltada para toda a comunidade do Cambuci bairros vizinhos da região central de São Paulo.

A Feira promovida pelo Rotary Clube de São Paulo tem como objetivo promover a saúde, o bem-estar e a cidadania, através de exames gratuitos para a população em geral.

A Coordenadoria do Idoso (CI), da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), apoiou o evento com a entrega de aproximadamente 1.000 exemplares do Estatuto do Idoso, também disponibilizou uma equipe para orientar os participantes sobre a questão da saúde, legislação e cidadania voltadas para os idosos, para as mulheres em situação de risco, juventude e crianças.

CI distribui Estatuto do Idoso na I Feira da Saúde e Cidadania do Cambuci

Com inúmeras barracas temáticas, representadas por várias entidades e organizações com trabalhos voltados para a saúde e orientação jurídica. O evento com caráter social apresentou a população de forma prática e educativa pontos essencialmente importantes que é a questão do zelo pela vida no cuidar da saúde e os Direitos Humanos de cidadania social.

Ter qualidade de vida está associado aos cuidados com a saúde. Isso é de vital importância para que se prolonguem os dias de na terra e viva bem.
Através de orientação profissional gratuita, inúmeras pessoas puderam na ocasião receber tratamento médico em diversas áreas da saúde, visando a prevenção de doenças.

A Drogasil ofereceu serviço de medicação, pressão arterial e exame de glicemia (diabetes). Exames de catarata foram realizados na local pelo O Hospital Cema e tantos outros serviços.

Vítima de racismo ganha causa na justiça

Texto: Thaís Cordon

O Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo da Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) comemorou a vitória de uma grande luta contra o racismo. O primeiro caso que o Centro de Referência ganhou se refere ao processo nº392/10 da 26ª Vara Criminal Central da Comarca de São Paulo. A ação foi movida pela conselheira tutelar Djanira Aparecida Teixeira dos Santos, 48, contra outro conselheiro.

Após a apuração da 26ª Vara Criminal Central, o réu primário foi condenado à pena de um ano de reclusão e a pagar dez dias de multa, à base do mínimo legal vigente, por infração ao artigo 140, § 3º, do Código Penal. Com seu nome lançado no rol dos culpados, durante a pena pecuniária (10 dias), ele irá depositar R$510,00 na conta corrente, em favor do Hospital do Câncer.

Criado em novembro de 2006 pelo decreto 47.897, o Centro tem como principal objetivo receber, encaminhar e acompanhar toda e qualquer denúncia de discriminação racial e/ou violência que tenha por fundamento a intolerância racial. Além de garantir apoio psicológico, social , pedagógico e jurídico aos casos registrados no Centro, conforme suas necessidades específicas.

O órgão atua na prevenção e combate ao racismo, sobretudo oferece atendimento e encaminhamento jurídico e psicossocial para casos de discriminação. Localizado no Páteo do Colégio, o Centro é gerido pela Coordenadoria dos Assuntos da População Negra (CONE).

Relembrando o dia 29 de outubro, Djanira afirma que anteriormente já teve problemas com o acusado. O início da discussão aconteceu durante um plantão de final de semana, a vítima estava com um caso de abuso sexual de uma criança de seis anos e teria que apurar o acontecimento no local.

O Conselho Tutelar disponibiliza um carro oficial para os funcionários apurarem os casos. Quando o réu chegou, disse que precisava utilizar o veículo.Porém, acusações sobre abusos sexuais têm prioridade .

De acordo com Djanira o conselheiro tutelar repudiou sobre o problema: “Se você for junto comigo, deixa que a minha situação eu resolvo”. Aproveitando um descuido da vítima o acusado saiu com o carro oficial, mas Djanira relatou o caso a outro conselheiro, que fez retornar com o veículo para a sede.

Ao entrar na sala, o réu ofendeu a vítima de diversas maneiras, tanto pessoal quanto profissional. Então Djanira retrucou: “Se você não gosta de negro, eu não tenho culpa”, e, de acordo com a vítima, ele respondeu: “Não gosto de negra e de você também”.

Depois de ouvir diversos impropérios e ficar abalada psicologicamente, Djanira teve forças para fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.). Por conta das agressões verbais, a vítima ficou de licença por uma semana, e mesmo sem condições físicas e psicológicas, voltou ao trabalho.

Mesmo reportando o crime para a polícia, o caso só ganhou força com o apoio do Centro de Referência. “Se não fosse o Centro de Referência, não tinha chegado aqui”, afirmou Djanira.


A vítima conta que o réu enfatizou que ela não teria competência para acusá-lo criminalmente. "Tudo que for possível para a justiça acontecer, vou fazer. E a coisa funciona a partir do momento que você dá a cara a tapa”, afirmou Djanira sobre a possibilidade do réu recorrer da sentença. A vítima ainda disse que perdoou o acusado: “Espero que Deus tome conta da alma dele”.

Serviço:

Centro de Referência em Direitos Humanos de Prevenção e Combate ao Racismo

Endereço: Pateo do Colégio, 5
Atendimento: das 09h às 17h
Telefone: (11) 3397-1446